História da cerveja no Brasil

Primeiros passos da cerveja no Brasil

Os primeiros passos das cervejarias no Brasil aconteceu com a vinda de Maurício de Nassau ao Brasil em 1637.  Com ele veio também Dirck Dicx, cervejeiro responsável por montar a primeira cervejaria em 1640. Na residência chamada “La Fontaine”, fabricavam uma cerveja encorpada, com cevada e açúcar. Apesar desses registros tão detalhados, ainda não foram comprovados se esses acontecimentos são reais.

Em 1808, quando a Família Real portuguesa desembarcou no nosso país, muita coisa mudou. Há relatos de que o rei Dom João gostava muito de uma cervejinha. Logo ao chegar, ele decretou a abertura dos portos às nações amigas. E até 1814 quem mais se beneficiou desse decreto foi a Inglaterra. Por isso, os brasileiros consumiam exclusivamente a cerveja inglesa.

Ascensão das cervejarias artesanais

Foi só em 1930 que imigrantes deram inicio à produção artesanal de cerveja. Todavia, seu uso era restrito ao consumo, não para venda. Contudo, em 1835 as famílias conseguiram começar a vender o produto no comércio local. Eram usados escravos e alguns trabalhadores na produção.

Curiosidade: As mulheres atuaram com grande influência na história da cerveja no Brasil. A produção da bebida era considera uma atividade da cozinha e somente era produzida para consumo familiar.

No entanto, em 1836 com a ascensão do comércio e a popularização da cerveja, é publicado pela primeira um anúncio publicitário. O anúncio foi realizado no “Jornal do Commercio do Rio de Janeiro” e dizia o seguinte: “Na Rua Matacavalos, número 90, e Rua Direita número 86, da Cervejaria Brazileira, vende-se cerveja, bebida acolhida favoravelmente e muito procurada. Essa saudável bebida reúne a barateza a um sabor agradável e à propriedade de conservar-se por muito tempo”. Esse foi o começo da mudança que elevou a cerveja a nível comercial.

Cerveja Barbante

“Cerveja Marca Barbante” foi a apelido genérico que recebeu a primeira cerveja brasileira. Principalmente por conta da sua fabricação tão rudimentar que fazia a cerveja ter um elevado grau de fermentação. Essa fermentação ocasionava uma grande produção de gás, mesmo nas cervejas já engarrafadas. A fim de solucionar o problema, amarravam então a rolha com um barbante para impedir que esta saltasse da garrafa. Mas a cerveja em si era excelente para a época. Com baixo teor alcoólico e bem refrescante, a cerveja foi aos poucos ganhando o voto de confiança dos brasileiros.

As cervejarias artesanais brasileiras

Instalada em 1846 por George Heinrich Ritter, a marca Ritter é uma das percussoras do ramo cervejeiro. Instalada na região de Nova Petrópolis(RS), a empresa permanece até 1906, quando se desenvolve e muda para a fábrica nova em Porto Alegre.

A década de 40 foi um período de grande progresso para industrias cervejeiras. Porém, os cervejeiros encontram grandes desafios. A falta de cevada e lúpulo, que até então eram importados da Alemanha e Áustria, faz com que busquem meios diferentes para produção. Encontram, então, em outros cereais como arroz, milho e trigo uma solução. Outro problema era o custo elevado da refrigeração no país, tornando a cerveja gelada uma coisa bem rara.

As grandes cervejarias

No início de 1836 começam a surgir no Brasil as grandes marcas de sucesso, como a Antarctica e Brahma, Bohemia e outras.. Em 1999, a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) é fundada. Uma empresa de capital aberto produtora de bens de consumo do Brasil.Segundo dados da consultoria Economatica, a Ambev é a maior empresa da América Latina com um valor de mercado de U$120,1 bilhões, à frente da Ecopetrol e Petrobras3 . Nasceu da fusão entre a Antarctica e a Brahma.

fontes: Saint Bier, Opa Bier e Livro Larousse da Cerveja, Editora Larousse.