Santos Cervejeiros

Foi a partir do século VI que surgiu as primeiras iniciativas de produção de cerveja em larga escola. Eventualmente, monges irlandeses fundaram mosteiros com instalações para produzir cerveja. De fato, São Columbano e São Galo tiveram uma ideia excelente quando pensaram nessas instalações. Os mosteiros mais famosos são o Abadia de Sankt Gallen (Suiça) e Abadia de Bobbio (Itália.)

Mas porque nos mosteiros e por monges? Naquela época a sociedade comum não tinha acesso à informações importantes. Era uma sociedade iletrada. Já os mosteiros eram um lugar de conhecimento, desenvolvimento de técnicas, capacidade de registro e acontecimento. E os monges como tinham acesso a isso conseguiram desenvolver capacidade para a produção.

Desde o Cristianismo, Idade Média e Renascença, a Igreja sempre esteve ligada com a evolução da nossa querida breja. Assim sendo, podemos concluir que a importância da Igreja Católica não só influenciou a religião na história ocidental como também a historia da cerveja AMEM!

É meu desejo morrer em uma cervejaria. Que coloquem cerveja em minha boca quando eu estiver expirando, para que o coro de anjos entoe: ‘Deus, seja condescendente com esse bebedor’. São Columbano

São Columbano (540-650 d.C)

Um monge irlandês nascido na província de Leinster. Não só foi reconhecido pelo seu trabalho evangelizador, como também por ter fundado mosteiros na França, Itália e Alpes. E além de ser lembrado por sua vida de oração, Columbano é também marcado como santo padroeiro da cerveja. Seu milagre mais famoso foi o de multiplicar a quantidade de cerveja e pão com o intuito de alimentar uma comunidade durante o período de fome. Outro milagre conhecido, foi que em uma missão na Alemanha, ele encontrou um grupo de bárbaros que iriam oferecer um barril de cerveja ao deus Odin. Então, rapidamente Columbano quebrou o barril usando apenas sua respiração. Logo após explicou aos pagãos que a bebida não deveria ser desperdiçada com tal deus. Conclui que o Deus verdadeiro ama a cerveja, e aqueles que a consomem eu nome. Comovidos, muitos se converteram e foram batizados no catolicismo.

Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179)

Não só foi uma monja beneditina alemã, como também mística, teóloga, pregadora, naturalista, dramaturga, poetisa e compositora. (Ufa!) Hildegarda fazia muitas observações sobre a natureza, principalmente sobre as plantas medicinais (e aqui começou sua ligação com a cerveja). Dizem que ela foi a primeira  a mencionar sobre as propriedades de conservação e aromatização do lúpulo na cerveja. Devemos lembrar que naquela época os europeus tinham mania de misturar outros ingredientes na bebida, como por exemplo gengibre, especiarias, flores e frutas silvestres.

Santo Arnulfo de Metz (585-640)

Considerado o “Patrono da Cerveja”, Arnulfo nasceu na Áustria. Ele foi um franco nobre e que teve grandes influência nos reinos merovíngios como bispo de Metz. No fim de sua vida mudou-se para um mosteiro nas redondezas de Remiremont, onde faleceu no dia 16 de agosto de 640. Posteriormente, em 641, os habitantes de Metz solicitaram  copo do santo. Este foi transportado para a cidade e enterrado na Igreja dos Santos Apóstolos. Reza a lenda que durante a viagem ocorreu seu grande milagre na cidade de Champignuelles. Os peregrinantes pararam em um bar para descansa. Infelizmente só existia no estoque uma única caneca de cerveja. E como mágica, a quantidade da bebida não diminui, mesmo com todos compartilhando a bebida. Sonho de todos os cervejeiros, não é não?

FONTE: www.medium.com/cervejeiros-confessos